Home Data de criação : 08/06/16 Última atualização : 11/10/17 16:19 / 21 Artigos publicados

Onde...  escrito em sábado 22 novembro 2008 10:56

Blog de amoresepoesia :Amores e Poesia, Onde...


ONDE...
(Maria Emília Pereira)


Onde andará a felicidade procurada
Onde bate o peito que sobrevive à dor.
Onde estará o pensamento de desamor
Onde se esconde a lágrima que foi secada?


Qual seria a dose certa de um amor,
Que em cada coração já foi derramada.
Qual seja a dificuldade de uma jornada
Tanto mais que a palmilhemos sem temor?


Tudo sempre nos leva à causa e efeito
Posto que se busque u’a forma ou o jeito
De se cortar caminho pela encruzilhada.


O sofrimento é real e não aceito
Porque buscamos o que é de nosso direito
Que um dia surge, repentinamente, o na

~~~~~~***~~~~~~


CONCLUSÃO
(Mario Roberto Guimarães)



Essas tantas questões que, numa, se resumem,
Velhos mistérios, afligindo a alma humana,
Resultam, todas, de um sentimento que emana
D\'alma, que lhes busca o cerne, até que se esfumem,


Como, delas perquirir, em avidez insana,
De tudo fora a fonte que nos traz o lúmen,
A iluminar nossos corações, que presumem
Ser o destino, algo que tanto nos engana,


Qual mestre que testasse a força do aprendiz,
Para fazê-lo perceber, por si, o claro
E insofismável significado da vida,


Que se mostrara, aos nossos olhos, resumida
Na conclusão que vimos a chegar, não raro:
O que se busca, realmente, é ser feliz.

 

~~~~~~***~~~~~~

 

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Armadilha do amor!  escrito em sábado 22 novembro 2008 10:47

Blog de amoresepoesia :Amores e Poesia, Armadilha do amor!

ARMADILHA DO AMOR
(Milla Pereira)

Fui pega na tal armadilha do amor
Me prenderam nas algemas do desejo.
Conquistaram-me ao sabor de um longo beijo
Dissecaram-me as entranhas, sem pudor!

As promessas que ouvi daquela boca
Anularam as defesas que eu pensei
Contivessem o ardor ao qual me dei
Na loucura que eu tivera, como louca!

Sequioso de desejos, como um trapo,
Na escravidão do amor consumado,
O meu corpo, inerte, não respondia

Ao meu grito rouco, gasto, tal farrapo,
Que ao meu coração rondava, imunado,
Ao compor tristes versos em elegia!

==RÉPLICA==

IMPERECÍVEL PODER

(Mario Roberto Guimarães)

E no amor é fato muito encontradiço
O surgirem armadilhas, em profusão,
Numa inesgotável fonte de emoção,
A tomar-nos por inteiro, qual um feitiço...

Tais promessas, amada musa, não são vãs,
Porquanto nascem de um profundo sentimento
Que, de azul, colore em nós cada momento
Do crepúsculo, aos indícios das manhãs...

Se, de desejos, o teu corpo é tomado,
Submisso às doces artimanhas da paixão,
Tal se dá face aos desígnios de um poder

Que em nós dois se instala e impõe o seu legado
A fazer-nos, um do outro, a extensão,
Sem que haja o que o faça perecer.

~~~~~~***~~~~~~

 

 

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QUANDO VOCÊ CHEGAR // EM PERFEITA SINTONIA  escrito em quarta 22 outubro 2008 16:55

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QUANDO VOCÊ CHEGAR!
(Milla Pereira)


Quando você chegar
Não precisa bater,
Entre sem se anunciar...
Me faça surpresa
Me torne sua presa
- me deixe levitar!


Se eu disser que não
Por favor, não creia,
Agarra-me, então...
Acenda essa chama
Que arde, inflama
- na louca paixão!


Desfaça essa louca
Saudade que mata
Pois que não é pouca...
Disperse o desejo
De ter no teu beijo
- o mel de tua boca!


Me mate a ansiedade
Que provém das dores
De amar na saudade...
Me tome, enquanto
Não quebra o encanto
- da minha vontade!


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EM PERFEITA HARMONIA

(Mario Roberto Guimarães)


Vou chegar sedento,
Sem aviso prévio
E veloz como o vento...
Para, então, contemplar-te
E fazer-te parte
Do mais lindo momento.


Se disseres que não,
Eu sei que te engana
Esse teu coração
E te tomo nos braços,
Dando todos os passos
Rumo à plena emoção.


A saudade que é tua
Também me martiriza,
Porque não se atenua
Sem que eu sinta o sabor
E o intenso calor
Da tua pele nua.


Vou fazer a poesia
Percorrer o teu corpo
Com encanto e magia,
Em cascatas de beijos,
Turbilhão de desejos,
Em perfeita harmonia.

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ADEUS! / ETERNAS EMOÇÕES  escrito em quarta 22 outubro 2008 16:25

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ADEUS
(Milla Pereira)

 


Amor, você precisa me esquecer
Olvidar esse amor que em nós nasceu.
Deixar de ser um só – você e eu,
Arrancar de su'alma o bem querer!


Não cante versos de amor p’ra mim,
Não rime poesia com meu nome.
A chama do amor que nos consome,
Não pode resistir – terá um fim!

Os elos de u’a paixão proibida
Não podem vicejar, eternamente
Que, ao fracasso, já nasceu fadada.

Não sei se sou, eu, uma inveterada
Amante dessa vida inconsistente,
Ou à morte de minha própria vida!

 

 

ETERNAS EMOÇÕES

(Mario Roberto Guimarães)

 

Tu bem sabes que eu jamais te esqueço,
Tanto quanto conheces meu amor,
Há coisas de que o tempo é senhor
E, delas, desistir, tem alto preço...


Posso calar os versos em louvor
A todo sentimento e todo apreço
Que te tenho -  e, nos poemas que teço,
Não mais citar teu nome, com ardor,


Mas isso não apaga essa paixão,
É qual tapar o sol com a peneira,
Ludibriando nossos corações


E sufocando eternas emoções
Que háo de estar em nós a vida inteira,
Ainda que escolhas a solidão.

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ALUCINAÇÃO // Humano limite  escrito em quarta 10 setembro 2008 10:44

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ALUCINAÇÃO!
(Milla Pereira)

 

Nossos corpos suados, quais vadios
Cães, que vagam, perdidos e libertos,
Sem nada que os amedronte, por certo,
Não sentem o sol, a chuva ou o frio!


Talvez se percam de amores incertos
Quem sabe, como corre ao mar, um rio.
A tempestade que suplanta o estio,
A areia quente que cobre o deserto!


Somos dois pecadores, como incesto,
Tal qual fora o corpo a linguagem
Mais nobre que por ventura sabemos...


Não há certeza plena - só extremos
Que se traduz nessa paixão selvagem
Quedando-se um sentimento mesto!

 

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 (Réplica)


HUMANO LIMITE!
(Mario Roberto Guimarães)

 

E em busca de prazeres, se entrelaçam,
Exacerbando as raias da volúpia,
Sedentos e ferozes como a lúpia,
Sem mesmo perceber que as horas passam,


Pois não existe nada mais que ocupe a
Mente, corpo e alma, sem que se façam
Interregnos ao amor que ambos caçam,
Nem há na Terra força que agrupe a


Paixão que se desfaz em mil pedaços,
A, louca, se espalhar pela alcova,
Como a poeira se dispersa ao vento...


A nada se compara esse momento,
Quando o humano limite é posto à prova
E extrapola todos os espaços!

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