ONDE...
(Maria Emília Pereira)
Onde andará a felicidade procurada
Onde bate o peito que sobrevive à dor.
Onde estará o pensamento de desamor
Onde se esconde a lágrima que foi secada?
Qual seria a dose certa de um amor,
Que em cada coração já foi derramada.
Qual seja a dificuldade de uma jornada
Tanto mais que a palmilhemos sem temor?
Tudo sempre nos leva à causa e efeito
Posto que se busque u’a forma ou o jeito
De se cortar caminho pela encruzilhada.
O sofrimento é real e não aceito
Porque buscamos o que é de nosso direito
Que um dia surge, repentinamente, o na
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CONCLUSÃO
(Mario Roberto Guimarães)
Essas tantas questões que, numa, se resumem,
Velhos mistérios, afligindo a alma humana,
Resultam, todas, de um sentimento que emana
D\'alma, que lhes busca o cerne, até que se esfumem,
Como, delas perquirir, em avidez insana,
De tudo fora a fonte que nos traz o lúmen,
A iluminar nossos corações, que presumem
Ser o destino, algo que tanto nos engana,
Qual mestre que testasse a força do aprendiz,
Para fazê-lo perceber, por si, o claro
E insofismável significado da vida,
Que se mostrara, aos nossos olhos, resumida
Na conclusão que vimos a chegar, não raro:
O que se busca, realmente, é ser feliz.
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